Era uma vez uma menina chamada Debora.
Desde muito pequena, ela tinha uma curiosidade diferente das outras crianças: Debora achava que objetos escondiam histórias.
Enquanto algumas crianças brincavam de boneca, Debora brincava de inventar personagens. Suas Barbies e seus bebês tinham vestidos diferentes para cada aventura. Ela escolhia cores, combinava tecidos e imaginava quem aquela personagem seria naquele dia.
Talvez Debora tivesse aprendido isso observando sua mãe.
Sua mãe era sempre elegante, sempre bonita, uma verdadeira diva. Gostava de escolher tecidos e mandar fazer suas próprias roupas. Às vezes Debora a acompanhava até as costureiras e ficava olhando, fascinada, como um pedaço de tecido se transformava, pouco a pouco, em algo cheio de forma, detalhes e beleza.
Um dia, ainda na escola, Debora teve uma ideia.
Ela pediu para fazer uma calça inspirada em uma das roupas de suas Barbies — com costuras marcadas na frente. Quando apareceu usando a calça, algo inesperado aconteceu: seus colegas adoraram. Logo todos queriam fazer calças parecidas.
Sem perceber, Debora já estava fazendo aquilo que os estilistas fazem:
transformar uma ideia em algo que inspira outras pessoas
Quando ficou mais velha, ela decidiu estudar moda. Aprendeu sobre modelagem, desenho e sobre a história da indumentária – esse grande arquivo das roupas que as pessoas usaram ao longo do tempo.
Mas a vida também a levou por outros caminhos. Estudou administração, trabalhou com a família, mergulhou no universo da astrologia e da espiritualidade.
Mesmo assim, algo dentro dela nunca mudou
Seu olhar curioso para as cores, para os detalhes e para as histórias que vivem escondidas nas coisas.
Um dia, enquanto estava morando na Alemanha, Debora abriu alguns cadernos antigos cheios de ideias. E ali percebeu algo curioso: o sonho que ela tinha quando era mais jovem ainda estava esperando por ela.
Era o sonho de criar sua própria marca.
Assim nasceu a Sarambi.
Um lugar onde Debora pode juntar tudo aquilo que gosta: cinema, livros, cores, desenhos, memórias e pequenos detalhes do mundo.
E até hoje ela continua fazendo a mesma coisa que fazia quando era criança:
transformando ideias e imaginação em roupas que contam histórias.